Quem sou

O meu nome é Daniel Freixa, nasci em Évora em 1984. Cresci na aldeia de Santana do Campo, Arraiolos, e sou descendente de trabalhadores rurais. Na aldeia, desde cedo comecei a explorar os campos em redor com longas caminhadas que fazia na companhia do meu avô Manuel Rocha, a quem devo parte da minha educação ecológica e gosto pelo campo.

Ao longo do meu crescimento foram momentos na companhia dos meus avós que despertaram em mim a curiosidade pela história do Alentejo que está comigo até hoje. Eram as histórias contadas aos lumes de inverno, o observar das estrelas nas noites de verão, as declamações de décimas da minha avó Mariana dos Santos que fazem de mim o amante da História e da minha região que hoje sou.

Mais tarde a descoberta da música rock e da existência de alguns bons livros alargou-me os horizontes. Afinal o mundo revelava-se muito maior do que a aldeia de Santana do Campo e a cidade de Évora. Assim fui formando a minha educação pessoal entre festivais de música e leituras de poetas. Quando li Jack Kerouac a minha vida mudou, sobretudo com o livro The Dharma Bums, em que um antropólogo, Gary Snyder, amigo do autor, é o personagem principal. É a partir daí que nasce o meu gosto pela Antropologia e que me leva ao ISCTE.

Estudei Antropologia (2006-2009) e segui para mestrado em Antropologia com especialidade em Turismo e Património (2009-2011), graus obtidos no ISCTE - Instiuto Universitário de Lisboa. Ao longo destes anos fui direccionando os trabalhos académicos para o meu interesse sobre a etnografia do Alentejo. Na tese liguei ambos os interesses que tinha, a ecologia e a antropologia, o que resultou numa investigação sobre usos da água a que dei o título de: "Por Caminhos da Água: costumes, saberes e hidráulica no Alentejo rural".

Nesta investigação desenvolvi ainda um projecto para uma visita temática sobre a água dentro do conceito de eco-turismo. Este projecto foi apresentado às entidades autárquicas e para ser activado implicaria a criação de uma musealização de lugares. O objectivo, além de pedagógico, seria ainda contribuir para a conservação da memória do património hidráulico público e também para uma diversificação da oferta turística local.

Em 2015, movido pelo desejo de conhecer novas gentes e novos costumes, mudei-me para Amesterdão, onde trabalhei em restauração e aproveitei para melhorar o meu inglês. Cerca de um ano mais tarde, decidi voltar a Portugal e comecei a trabalhar como guia turístico para várias agências. Foi então que aos poucos comecei a pôr em prática o projecto que agora tenho em mãos, Alentejo Heritage, para visitas guiadas qualificadas e venda de artesanato regional. Não podia estar mais contente com a aposta!

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